São Francisco, ícones e curiosidades

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Painel do Panama-Pacific International Exposition, de Young Museum (foto FPFA)

Do Terremoto à Feira Internacional

São Francisco era uma cidade jovem no início do século passado. Contava com 400 mil habitantes, escolas, hotéis, teatros, parques e museus. A cidade havia sofrido com enchentes, pragas, incêndios e governos corruptos, mas, ainda assim, já era um dos maiores centros urbanos americanos.

Na manhã de 18 de abril de 1906, um terremoto de magnitude 7,8 atingiu a cidade. Com o desmoronamento das casas e prédios, canos de gás estouraram e focos de incêndio se espalharam por todos os lados. O sistema de água se rompeu e a cidade ficou sem uma gota de água. Os bombeiros tentavam conter o fogo usando dinamite, o que, muitas vezes, ao contrário do que esperavam, aumentava o problema. As construções, quase todas de madeira e muito próximas umas das outras, arderam em chamas por vários dias. Cerca de 80% da cidade foi completamente destruída – foram 25 mil construções em 490 quarteirões. Estima-se que milhares de pessoas tenham morrido e que centenas de milhares tenham ficado desabrigadas. Muitas fugiram para Oakland e Berkeley.

Aos poucos, bastante gente retornou. Logo foram feitos planos de reconstrução. Todos queriam São Francisco de volta. Contra as previsões dos pessimistas e incrédulos, a cidade renasceu rapidamente e, nove anos mais tarde, foi palco da Panama-Pacific Exposition (PPIE), uma feira internacional que tinha como objetivo comemorar a abertura do Canal do Panamá e também mostrar ao mundo que São Francisco havia ressurgido maior e melhor que nunca. A feira durou dez meses e recebeu cerca de 19 milhões de visitantes vindos de 48 estados americanos e 21 países. Um número exorbitante, dadas as condições da época.

Para abrigar todas as obras de arte, shows e atividades diversas que faziam parte da feira, várias construções foram erguidas provisoriamente por toda a cidade. Quase todas foram demolidas depois, mas algumas restaram intactas, como o Palace of Fine Arts (hoje, vazio), na Marina.

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Palace of Fine Arts (foto FPFA)

 

Golden Gate Bridge: um ícone por acaso

Golden Gate é o nome da passagem entre a Baía de São Francisco e o Oceano Pacífico. A ponte foi construída ali em meio a muita controvérsia. Muitos acreditavam que ela estragaria a linda vista e que teria um impacto negativo no turismo. Em 1937, quando ficou pronta, resolveram de última hora que, em vez de pintá-la de cinza, a cor mais óbvia para pontes, iriam deixá-la da cor laranja-avermelhada, a cor da camada de tinta antiferrugem que havia sido usada para proteger suas partes, porque ela fazia um belo contraste com o verde das colinas e o azul do mar e do céu. Inserida numa paisagem incrível daquelas e daquela cor, quem poderia esquecê-la? A ponte acabou se transformando no mais importante símbolo da cidade.

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A ponte, vista do Presidio Park (foto FPFA)

 

Streetcars

Enquanto em muitos lugares eles pertencem a museus, em São Francisco os bondinhos ainda circulam nas ruas e fazem a linha F-Market & Wharves. Há bondinhos que datam dos anos 1930 e que vieram de várias cidades americanas, além de cidades europeias, como Milão e Lisboa. São um charme!

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Um dos charmosos bondinhos de São Francisco (foto FPFA)

 

Cable cars

Outro símbolo de São Francisco, os cable cars são bondinhos operados manualmente e que se locomovem através de cabos subterrâneos. Quase saíram de circulação completamente algumas décadas atrás, mas, por meio de um referendo, os apaixonados por eles conseguiram manter três linhas ativas – hoje usadas principalmente por turistas.

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Um cable car subindo a California Street (foto FPFA)

 

Transamerica Building

Com 48 andares, foi construído entre 1969 e 1972 e é o prédio mais alto de São Francisco. Sua construção também gerou protestos. Muitos diziam que o prédio alto em forma de pirâmide estragaria a visão do lindo céu da cidade. Hoje ele é outro ícone. Imponente, a gente o enxerga de onde a gente estiver.

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O Transamerica Building com a Bay Bridge por trás (foto FPFA)

 

Painted Ladies

Com a descoberta de ouro na região e o subsequente aumento da população de São Francisco, milhares de casas foram construídas nos estilos vitoriano e eduardiano entre os anos de 1849 e 1915. Eram todas bem coloridas. Depois, vieram a Primeira e a Segunda Guerras Mundiais e ninguém mais tinha dinheiro para manter as casas ajeitadinhas. Muitas delas acabaram sendo pintadas de branco, porque tinta branca era muito barata, ou de cinza, com as sobras das tintas que haviam sido usadas para pintar os navios de guerra. Muito sem graça… Só lá pelos anos 1960 é que elas voltaram a ficar coloridas, graças a um artista que pintou a sua casa de azul e verde e, com isso, incentivou outros proprietários a fazerem o mesmo – e aos hippies (quem diria!), que pintaram suas casas em Haight-Ashbury de cores diversas. Os tons das casas variam de fortes a pastel.

O termo ‘Painted Ladies’ foi usado por dois escritores no título de seu livro sobre as casas vitorianas (Painted Ladies – San Francisco Resplendent Victorians, de Elizabeth Pomada e Michael Larsen, 1978) e passou a designar todas as casas daquele estilo. Mas, sem dúvida, as mais famosas são as da Steiner Street, em frente ao Alamo Square.

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As mais famosas ‘Painted Ladies’ contrastando com os prédios modernos atrás (foto FPFA)

 

Ilha de Alcatraz

Primeiro havia ali só um farol. Depois, construíram na ilha um forte e uma prisão militar. Mais para a frente, aquilo virou uma penitenciária federal que ficou famosa pelos criminosos que estiveram detidos lá, como Al Capone e Robert Franklin Stroud (conhecido como o ‘Birdman de Alcatraz’), entre outros. Hoje o lugar pertence ao National Park Service e está aberto ao público. A balsa chega rapidinho, já que a ilha fica a pouco mais de dois quilômetros de distância.

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Alcatraz (foto FPFA)

 

Calça Levi’s

Como tanta gente, Levi Strauss e Jacob Davis imigraram para a América ainda bem jovens. O primeiro era alemão e o segundo era russo. Ambos viveram em São Francisco até morrerem. Jacob era alfaiate e Levi era seu fornecedor de tecidos. Atendendo ao pedido da esposa de um lenhador que queria uma calça resistente para seu marido, Jacob criou um modelo que levava costuras duplas, tinha bolsos e, para fazê-lo, usou um tecido grosso e rústico (denim) que costumava comprar na Levi Strauss & Co. para fazer tendas e capas para cavalos, entre outras coisas. Nascia o blue jeans. A calça fez sucesso imediato. Jacob, com a ajuda financeira de Levi, patenteou o jeans em 1873. Levi abriu uma grande loja em São Francisco para vender a criação de Jacob, e o resto é história.

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(foto FPFA)

 

Televisão

Muitos estavam tentando, mas a primeira transmissão em televisão eletrônica foi feita por um garoto de vinte um anos chamado Philo Farnsworth. O feito aconteceu num laboratório na Green Street no dia 7 de setembro de 1927. Farnsworth transmitiu eletronicamente a figura de uma linha que se movia, usando seu ‘dissector de imagem’, de dentro de uma sala para um receptor numa outra sala. Parece pouco, mas veja só no que deu!

 

Sanduíche de sorvete

Alguém tinha de inventá-lo! E foi um cara chamado George Whitney, em 1928, que teve a ideia de botar sorvete de baunilha no meio de dois biscoitos de aveia. O nome da invenção? ‘It’s it’. Depois a fábrica se mudou de São Francisco para Burlingame, um pouquinho ao sul.

 

Cupid’s Span

Em 2002, os fundadores da Gap, Donald e Doris Fisher, encomendaram aos artistas Claes Odenburg e Coosje van Bruggen uma escultura enorme de um arco e flecha para expressar a ideia de que Cupido havia passado pela cidade. A escultura ficou pronta e foi montada durante a noite, causando espanto, admiração ou choque em todos os que passaram por ela na manhã seguinte. Ninguém ficou indiferente… Alguns a viram com ceticismo no início, mas ela acabou virando outro ícone da cidade e não vai sair de onde está tão cedo.

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O arco e flecha do Cupido, no Embarcadero (foto FPFA)

 

Algumas das empresas que adoramos e que nasceram ou têm sua sede em São Francisco

Instagram, Yelp, Uber, Lyft, Airbnb, Pinterest, Twitter, Open Table, Levi Strauss & Co., Gap Inc., Banana Republic e Old Navy, Lucasfilm… A lista continua, mas dá para se ter uma ideia.

São Francisco sempre foi inovadora. Lançou e continuará a lançar tendências. Ela acolhe a diversidade de bom grado e tem a mente no futuro, mas valoriza e protege seu passado. Embora tenha lá seus defeitos e seus problemas, suas qualidades são muitas e renderiam ainda incontáveis posts. Não tenho mais tempo, preciso ir embora. Paris me aguarda. Ah, mas qualquer hora eu volto…

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E por falar em São Francisco ainda só mais um pouquinho…

A banda Train, que é de São Francisco, fez o vídeo abaixo. A música é uma delícia e as imagens da cidade são lindas! Dá só uma olhadinha:

 

Em 1962, Tony Bennett gravou a canção ‘I left my heart in San Francisco’. Pode ser o maior clichê do mundo, mas quem vai embora de lá sempre deixa um bocadinho do coração para trás, não tem jeito. Aqui vai o vídeo:

 

 

Fontes:

 

San Francisco Chronicle

San Francisco 1015 – Panama-Pacific International Exposition DVD

Jewel City, Art from San Francisco’s PPIE, de Young Museum

This Bridge will not be Gray, by Dave Eggers

Wikipedia

E essa tal de street art?

São Francisco (foto de Feito Peixe Fora d'Água)
São Francisco (foto de Feito Peixe Fora d’Água)

Decidir o que é arte é complicado. Decidir o que é street art (arte urbana), então, é mais difícil ainda. Luxo ou lixo? Manifestação estética ou contravenção? Graffiti ou pichação? O que é o quê? E quem decide, afinal?

Há quem considere as pinturas rupestres dos povos pré-históricos como formas primitivas de graffiti. Depois disso, registros em forma de textos e desenhos adornaram também paredes de Roma e do Egito antigos, de Pompeia, etc. Mas isso foi há muito tempo…

Nascido no final dos anos 1960, os graffiti modernos estavam atrelados ao movimento cultural hip hop e, depois, ao punk rock e eram usados por gangues para demarcar seus territórios. Ativistas políticos também faziam uso de graffiti para manifestar suas posições. Apareceram primeiro em muros da Filadélfia e logo chegaram a vagões de trens e de metrô de Nova Iorque. Paralelamente, muros de cidades europeias como Paris e Belfast recebiam inscrições políticas, sociais ou mesmo poéticas.

Arte urbana e graffiti estão intimamente ligados. Até recentemente vistos com maus olhos, eles começaram a ser compreendidos como uma forma legítima de expressão artística e sócio-política há pouco tempo. O que separa a legalidade da ilegalidade é a autorização. Se o espaço foi disponibilizado para isso, não há problema. Se não foi, é infração.

Mas qual é a diferença entre arte urbana e graffiti? E pichação? A diferença está na sua forma de expressão, no tipo de público almejado e na intencionalidade. Os graffiti se manifestam essencialmente por meio de uma tag (etiqueta), que é uma inscrição. Não raramente, essas tags são difíceis de decifrar, a não ser que você conheça bem as técnicas envolvidas. São também a assinatura do grafiteiro, sua marca. Graffiti sempre têm texto, mesmo que seja difícil reconhecê-lo. Normalmente usa-se spray aerossol ou rolo e tinta, e a inscrição é feita na hora, muitas vezes, às pressas.

Arte urbana envolve desenhos. Ela pode até empregar algumas técnicas dos graffiti, mas geralmente requer preparo antecipado que é depois levado até o local. Usam-se, além de spray, estêncil, etiquetas adesivas, instalações, mosaicos, projeções de vídeo, entre outras coisas.

Pichação é uma inscrição muito menos elaborada. A pichação de propriedades privadas ou espaços públicos é vandalismo em diversos países e punível de acordo com a lei do local. Enquanto a pichação colabora para deteriorar a área onde ela ocorre, certas formas de arte urbana podem exercer o efeito contrário e embelezar um lugar decadente, elevando inclusive o preço das moradias da região. Acredite!

Diversos sites elencam as melhores cidades do mundo em relação a arte urbana. São Paulo, Berlim, Lisboa, Nova Iorque e Londres são sempre mencionadas. Há várias outras cidades. Curiosamente, São Francisco não aparece nessas listas (suspeito que esse pessoal não tenha estado por aqui!). Em São Francisco, há murais por toda a parte e, em especial, no bairro Mission. Para quem gosta do assunto, o 1amsf.com faz uma excursão que passa pelos melhores graffiti da cidade. No final, você pode grafitar também, tudo dentro da lei. Eles até ensinam como fazer sua própria tag. Aqui vai o site: http://1amsf.com/category/classes/ . Divirta-se!

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E por falar em arte urbana em Lisboa…

A banda U2 lançou uma série de vídeos para seu álbum mais recente, Songs of Innocence, usando o trabalho de um artista urbano renomado diferente para cada uma das 11 canções. Os artistas tiveram liberdade para interpretar as canções como quisessem. A série se chama Films of Innocence. Vhils, pintor, escultor e grafiteiro português, usa explosões, grafite e metal enferrujado, entre outros materiais, em seus trabalhos (normalmente rostos esculpidos em paredes), que estão espalhados por diversos países. Ele foi o responsável pelo vídeo abaixo, filmado em Lisboa. Olha que bacana ficou:

E por falar mais um pouquinho em arte urbana em Lisboa…

Bordalo II,  um jovem artista português, anda fazendo maravilhas com objetos retirados do lixo. Seu trabalho em 3D é lindíssimo. Clique no link abaixo para ver um pouquinho de sua obra:

http://globalstreetart.com/bordalo-ii

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Lisboa (foto de Feito Peixe Fora d'Água)
Lisboa (foto de Feito Peixe Fora d’Água)
Lisboa (foto de Feito Peixe Fora d'Água)
Lisboa (foto de Feito Peixe Fora d’Água)
Lisboa (foto de Feito Peixe Fora d'Água)
Lisboa (foto de Feito Peixe Fora d’Água)
São Francisco (foto de Feito Peixe Fora d'Água)
São Francisco (foto de Feito Peixe Fora d’Água)
São Francisco (foto de Feito Peixe Fora d'Água)
São Francisco (foto de Feito Peixe Fora d’Água)
São Francisco (foto de Feito Peixe Fora d' Água)
São Francisco (foto de Feito Peixe Fora d’Água)
Boston (foto de Feito Peixe Fora d'Água)
Boston (foto de Feito Peixe Fora d’Água)
Lisboa (foto de Feito Peixe Fora d'Água)
Lisboa (foto de Feito Peixe Fora d’Água)
Pompeia (foto de Feito Peixe Fora d'Água)
Pompeia (foto de Feito Peixe Fora d’Água)
Pompeia (foto Feito Peixe Fora d'Água)
Pompeia (foto Feito Peixe Fora d’Água)
Pompeia (foto de Feito Peixe Fora d'Água)
Pompeia (foto de Feito Peixe Fora d’Água)

Fontes:

College & Research Libraries

Davey D’S Hip Hop Corner 

Wikipedia

The Mission – Um breve passeio pelos bairros de São Francisco

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The Mission District  foi o primeiro bairro de São Francisco. Quando os espanhóis missionários chegaram em 1769, encontraram uma população nativa que eles logo subjugaram. A tribo Yelamu vivia ali havia mais de dois mil anos quando o padre Francisco Palóu fundou a Misión San Francisco de Asís, usando o trabalho – nada voluntário – dos nativos na sua construção.

Com a corrida do ouro no século XIX, um grande número de imigrantes europeus, em especial, alemães, poloneses e irlandeses, começou a se aglomerar na área, o que contribuiu para torná-la mais residencial e para desenvolver o comércio local. Com o passar das décadas, esses europeus foram se mudando para outras regiões da cidade. Os anos de 1950 e 1960, no entanto, viram a chegada de imigrantes mexicanos. A nova população mudou as características do bairro. Logo chegaram muitos e muitos outros latino-americanos, e, hoje, o Mission é conhecido como o bairro latino de São Francisco.

O Mission nunca foi um bairro muito próspero. Durante quase cinquenta anos, os relativos baixos preços das moradias atraíam imigrantes que, mesmo com pouca renda, conseguiam comprar ou alugar uma residência no local. O bairro também nunca foi lá tão seguro quanto os outros bairros da cidade, particularmente nos seus cantos ou ruas mais obscuras. Caminhado pela Mission Street, uma de suas principais ruas, veem-se armazéns, lojinhas de roupas usadas, bancas de frutas e verduras, mercadinhos que vendem de tudo e muitos murais pintados por artistas da região que se empenham em passar suas mais variadas mensagens, principalmente de cunho político e social. Assim como os murais, o bairro é muito colorido.

Se antes imigrantes pouco abastados conseguiam adquirir propriedade no local, isso agora está mudando. O boom tecnológico da última década e meia na região de São Francisco vem atraindo cada vez mais profissionais da área, normalmente bastante abonados, para o distrito. Esse pessoal não quer morar nos bairros nobres da cidade nem no Vale do Silício. Prefere o burburinho alegre e a diversidade que o Mission proporciona. Com a chegada dos tech people, o perfil do bairro está se transformando de novo e causando muita polêmica e revolta. Dinheiro chama dinheiro e o preço de tudo tem ido às alturas. Inúmeros moradores que vivem lá há décadas não estão conseguindo mais bancar os atuais aluguéis altíssimos ou manter as casas compradas gerações atrás. Muitos prédios estão passando por reformas e a fachada do bairro está se modernizando. Mark Zuckerberg tem uma mansão por ali cuja reforma (e estou falando só da reforma), especula-se, custou quase dois milhões de dólares. Como é que o café e o cookie não vão ficar mais caros, não?

Indubitavelmente inspirada pelos mexicanos, a culinária do distrito vem há tempos recebendo também a influência de inúmeras outras culturas. Taquerías convivem amigavelmente com restaurantes indiano, vietnamita, italiano, etíope, guatemalteco, salvadorenho, nicaraguense, etc. Se a Mission Street tem um jeitão bastante dilapidado e feioso, a paralela Valencia Street já demonstra sinais de que esse pessoal mais cheio da grana se instalou pelas redondezas para ficar: a rua é cheia de restaurantes, lojas, butiques, cafés, etc. – tudo muito, muito hipster

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E por falar em mexicanos… 

Dia 5 de maio é uma data importante para eles. Foi nesse dia de 1862 que o general Zaragoza e seu exército venceram os franceses, que tentavam dominar o país, na ‘Batalla de Puebla’. A data é comemorada no México e em muitas cidades americanas. Em São Francisco, a festa acontece no Mission. Muita música, danças folclóricas, comida típica, artesanato e diversão para quem quiser passar por lá. Bota na agenda!

_MG_4853Alguns dados tirados das fontes:

San Francisco Chronicle: http://www.sfchronicle.com/the-mission/a-changing-mission/

Wikipedia

Chinatown – Um breve passeio pelos bairros de São Francisco

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Chinatown de São Francisco é a comunidade chinesa mais antiga do país. Sua história se confunde com a da cidade, que teve início no final da primeira metade do século XIX. O que é hoje São Francisco não passava de um vilarejo no meio do qual alguém havia enfiado uma bandeira americana. Portsmouth Square se chamava a praça ao redor da qual havia algumas cabanas, uma ou outra construção de pedras ou tijolos, algum comércio precário e pouca coisa mais. Com a descoberta de ouro na Califórnia em 1848, a população do lugar cresceu de mil para mais de 25 mil habitantes em apenas um ano. Muitos desses recém-chegados eram chineses.

A notícia da descoberta de ouro nas terras distantes da ‘Golden Mountain’ (EUA) chegou à China quando o país estava muito mal. Os chineses haviam acabado de ser derrotados pelos britânicos na Primeira Guerra do Ópio e, ainda por cima, uma série de catástrofes naturais castigava a população. As consequências disso tudo foram devastadoras. Muitos chineses deixaram seu país em busca de melhores dias e vieram procurar trabalho nas minas e nas ferrovias do oeste americano. Foram recebidos com desconfiança. Nos anos seguintes, a construção das ferrovias terminou e, ao mesmo tempo, os EUA entraram em depressão econômica. Os chineses continuavam chegando aos montes e começaram a ser vistos com maus olhos porque competiam por trabalho com os americanos. Discriminados e submetidos a uma legislação para lá de repressora, eles passaram por maus pedaços… Sem trabalho e proibidos de atuar em vários setores, centenas de chineses se instalaram em cortiços de madeira nas proximidades de Portsmouth Square, que agora já era uma região com residências, hotéis, escritórios, restaurantes, bordéis e casas de jogos. Começaram a se dedicar à agricultura e à pecuária, a fazer serviços domésticos nas casas dos americanos e a trabalhar em restaurantes. Montaram muitas e muitas lavanderias. Aquela área logo ficou conhecida como “Little Canton” e, mais tarde, como “Chinatown”. O lugar ficou colorido e barulhento, cheio de lanternas típicas, placas em dialetos diversos, templos, herbários, um teatro, mercadinhos e muita gente.

Durante as décadas seguintes, a imigração de chineses foi controlada rigorosamente. Só entrava um número restrito de homens; mulheres e crianças voltavam para trás. As coisas começaram a mudar quando, com o ataque do Japão a Pearl Harbor em dezembro de 1941, os chineses se aliaram aos americanos e lutaram com eles lado a lado contra os japoneses, usando o mesmo uniforme e carregando a mesma bandeira. A partir daí, caíram nas graças dos americanos (bem, mais ou menos) e passaram a poder adquirir cidadania americana e a ter direitos antes negados, como trazer a família da China, trabalhar em diversos setores, votar, possuir propriedade fora de Chinatown, etc.

O tempo passou e muita coisa mudou desde então. Hoje Chinatown compreende uma área de pouco mais de vinte quarteirões em volta da mesma Portsmouth Square – uma praça feiosa onde frequentemente se veem idosos jogando xadrez chinês ou praticando Tai Chi. Fica no coração da cidade e faz fronteira com o bairro italiano North Beach e o Distrito Financeiro. Ali habitam mais de 80 mil chineses (descendentes e recém-chegados), muitos em condições precárias. É muita gente em pouco espaço. A maioria da população chinesa (e asiática, como um todo), no entanto, geralmente mais próspera, mora nos distritos de Richmond e Sunset.

Segundo o último Censo, um em cada cinco habitantes de São Francisco é chinês ou de descendência chinesa. Hoje, quem diria, o prefeito da cidade, Ed Lee, é sino-americano.

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E por falar em sino-americanos…

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Chop Suey, ao contrário do que se acredita, não é um prato chinês autêntico. Nasceu por acaso, em solo americano. Dizem que alguns marinheiros chegaram a Honolulu tarde da noite, famintos. Não encontraram nada aberto. Quando viram a luz ainda acesa em um pequeno restaurante, imploraram para o dono lhes dar qualquer coisa de comer. O proprietário, um senhor chinês, ficou com pena dos marinheiros e improvisou uma receita com as sobras do dia. O prato ficou uma delícia. Quando perguntaram o nome daquilo, o senhor respondeu: “chop suey”, que em cantonês quer dizer “coisas misturadas”.

Aqui vai uma receitinha bem simples e saborosa. Os ingredientes podem ser facilmente substituídos, se quiser.

Chop Suey

Ingredientes:

500g da carne de sua preferência (porco, vaca ou frango), em fatias finas

2 colheres (sopa) de óleo (um pouco mais, se necessário)

2 cenouras médias, cortadas em diagonal em fatias finas

1 talo de salsão, cortado em diagonal em fatias finas 2 xícaras de brotos de feijão (frescos ou enlatados)

1 xícara de cogumelos frescos fatiados 1 xícara de brotos de bambu (frescos ou enlatados)

3 cebolinhas, cortadas em diagonal em fatias grossas

3 xícaras de noodles ou arroz cozido

Para o molho:

½ xícara de caldo de galinha

3 colheres (sopa) de molho de soja (Shoyu)

4 colheres (chá) de amido de milho

1 colher (chá) de açúcar

Preparo:

Aqueça 1 colher de óleo em um wok ou uma frigideira grande. Frite as cenouras e o salsão em fogo algo, mexendo sempre, por cerca de dois minutos. Acrescente mais um pouco de óleo, se necessário, e adicione os brotos de feijão fresco (se estiver usando) e os cogumelos, os brotos de bambu e as cebolinhas. Frite, mexendo constantemente, por mais dois minutos ou até que os legumes estejam macios, porém ainda crocantes. Retire e reserve.

Aqueça a colher de óleo restante no wok ou frigideira e frite metade da carne. Mexa sempre até que esteja bem frita. Retire e reserve. Faça o mesmo com a outra metade da carne. Quando estiver frita, adicione o molho e mexa constantemente, até que ele ferva e engrosse. Junte os legumes e a carne que estavam reservados e os brotos de feijão enlatados (se estiver usando). Aqueça por um minuto e sirva sobre noodles ou arroz. Rende 4 porções.

Obs.: O segredo desse tipo de prato é cozinhar com pouco óleo,em fogo alto e rapidamente.

(Receita adaptada do livro: Wok Cuisine, Oriental to American – Better Homes and Gardens)

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P.S. A história da imigração chinesa é muito mais complexa e interessante do que poderia caber num post de blog. Aqui fica um resumo bem superficial, só para dar uma ideia. 🙂

Fontes:

San  Francisco Magazine – Special Issue: Culture, Politics, and the Rise of a Chinese-American Establishment

PBS – KQEDhttp://www.pbs.org/kqed/chinatown/resourceguide/story.html

Wikipedia

The Castro – Um breve passeio pelos bairros de São Francisco

 

(Foto de Feito Peixe Fora d'Água)
(Foto de Feito Peixe Fora d’Água)

O bairro Castro nasceu dentro de um outro bairro, o Eureka Valley, lá pelo final dos anos 1880. Na época, ali só havia umas poucas residências e vários pequenos negócios. Nas casas, de arquitetura vitoriana, além de americanos e mexicanos, moravam irlandeses, alemães, suecos e finlandeses que trabalhavam no comércio, no setor público e nas docas, e o pequeno lugar tinha tudo de que precisava: mercadinhos, padaria, açougue, etc. Com o tempo, o número de casas aumentou e espremeu o bairro, mas suas características permaneceram. Até a chegada a Segunda Guerra Mundial… Os anos pós-guerra viram o declínio do bairro. Os preços altíssimos dos financiamentos fizeram com que muitos trocassem Eureka Valley pelo subúrbio de São Francisco. A popularização dos automóveis serviu de incentivo.

Durante a Segunda Guerra Mundial, milhares de soldados americanos de todas as partes do país foram expulsos das suas divisões devido à sua orientação sexual. São Francisco, já conhecida por ser bastante tolerante, acolheu um grande número desses soldados, e eles foram parar em diversos pontos da cidade. Eureka Valley passou a se firmar como uma comunidade gay durante o Summer of Love do bairro vizinho, Haight-Ashbury, em 1967 (para saber mais sobre o evento e o movimento hippie, dê uma olhadinha no meu post anterior). Nos anos que se seguiram, médicos, engenheiros e advogados, grande parte deles gays com muito dinheiro, começaram a se mudar para Eureka Valley, atraídos principalmente pela bela arquitetura local. Castro Street, a principal rua do pequeno distrito, acabou por dar seu nome ao bairro.

Hoje, São Francisco (incluindo Oakland e Hayward) tem o maior número de pessoas que se identificam como gays, lésbicas, bissexuais e transexuais do país. Segundo a Sistema de Pesquisa Gallup, isso se traduz em 6,2% da população da cidade. A bandeira símbolo do movimento LGBT foi desenhada por Gilbert Baker, artista de São Francisco, em 1978, e sofreu algumas modificações desde então.

O bairro foi e continua sendo palco de marchas, protestos, movimentos políticos e eventos históricos. E de pessoas nuas. Pois é. Até fevereiro de 2013, usar roupas na cidade era opcional. A única exigência era que, por questões de higiene, se cobrisse o assento com papel ou pano antes de se sentar. A nova lei cortou um pouco o barato dos peladões e peladonas espalhados por São Francisco. No entanto, basta um passeio por Castro para a gente se deparar com alguém assim, bem à vontade. Se não quiser passar pela experiência, não visite o bairro ou, então, torça para que esteja fazendo muito frio no dia.  🙂

Castro é, sem dúvida, um dos bairros mais agitados da cidade. Há inúmeros bares, cafés, restaurantes, clubes e lojas, além do icônico cinema (o Castro Theater, construído em 1922). Diversão não falta. Uma precaução, porém: olhinhos infantis podem se chocar com algumas vitrines. Se for passear por lá, é melhor não levar os pequenos.

Para saber mais, você pode fazer um walking tour que passa pelos lugares mais interessantes enquanto conta a história do bairro. É só visitar o site:

http://www.cruisinthecastro.com

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E por falar em movimentos políticos…

 Foi para Castro que se mudou Harvey Milk , a primeira pessoa assumidamente gay  eleita para um cargo de governo nos EUA. A história é contada no filme Milk: A Voz da Igualdade, de 2008. Aqui vai o trailer:

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Fontes:

Wikipedia

http://www.kqed.org/w/hood/castro/castroHistory.html

Frommer’s San Francisco 2011

Um breve passeio pelos bairros de São Francisco: Haight-Asbury

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O bairro de Haight-Ashbury recebeu esse nome devido à intersecção de duas de suas ruas principais, a Haight St. e Ashbury St. Até o início do século passado, as grandes casas coloridas de estilo vitoriano que ali existiam eram habitadas por moradores da classe média-alta de São Francisco. O bairro, por sorte, escapou ileso do terremoto de 1906 que devastou grande parte da cidade. As mansões continuaram de pé, mas o lugar foi mudando de perfil aos poucos.

A Crise de 1929 e a consequente depressão econômica pela qual o país passou nos anos seguintes e, mais para a frente um pouco, os anos posteriores à Segunda Guerra Mundial contribuíram para o declínio daquela região. Os antigos moradores abandonaram o bairro, alugando suas antigas residências por preços muito baixos. E, aí, ah… aí, vieram os anos 1960 e, com eles, o movimento hippie.

Foi o Human Be-In, um evento que atraiu cerca de 20 mil pessoas em janeiro de 1967 no Golden Gate Park (ali do lado) o responsável pelo início da popularização do movimento hippie. Foi esse evento também que inspirou o famoso musical Hair. Em junho do mesmo ano, aconteceu o Monterey Pop Festival, no sul da Califórnia. Nele se apresentaram pela primeira vez para um grande público figuras como Janis Joplin e as bandas The Jimmy Hendrix Experience e The Who. O festival deu início ao Summer of Love, um fenômeno social que levou cerca de 100 mil pessoas a se instalarem, de cabelão, bata e cuia, em Haight-Ashbury. Essa multidão toda chegou para ficar, atraída pelo baixo custo dos aluguéis, pelo fácil acesso a drogas como anfetaminas, LSD e marijuana e pela vontade de viver em comunidade. O bairro de São Francisco ficou famoso e passou a ser sinônimo de contracultura, drogas e música. Ah, claro, e de paz e amor. Janis Joplin, o pessoal do Grateful Dead e do Jefferson Airplane todos moraram ali.

Nos anos de 1980, Haight-Ashbury teve papel importante no crescimento e na promoção da comédia teatral de SF. O bairro ajudou a lançar a carreira de Robin Williams e Whoopi Goldberg, entre outros comediantes.

Hoje os hippies se foram, com exceção de alguns poucos remanescentes. O que se vê ali agora é uma mistura de lojas trendy, restaurantes e cafés hip (não confundir hip com hippie!), lojas de discos e de roupas vintage, moradores ricos (muitos voltaram…), pedintes, gente das mais diversas tribos, algum cheiro suspeito, cores por todos os lados e, sim, muitos turistas.

Se planeja passar alguns dias em São Francisco, uma visita ao bairro pode ser bastante divertida. Aqui vão quatro dicas:

  • Haight-Ashbury Flower Power Walking Tour: para quem quer saber um pouco mais sobre a arquitetura local, a história do movimento hippie, visitar a casa de Janis Joplin, etc.

www.haightashburytour.com

  • Haight-Ashbury Street Fair: a feira acontece todo segundo domingo de junho. Lá você vai encontrar artesanato de todo tipo, comidas étnicas, bandas de rock e coisas do gênero.

www.haightashburystreetfair.org

  • Ben and Jerry’s Ice Cream: a legendária sorveteria fica bem na esquina da Haight Street com a Ashbury Street. Saboreie seu sorvete e tire uma foto das placas. 🙂

1480 Haight St., San Francisco CA.

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E por falar em hippies…

Scott McKenzie imortalizou o movimento na cidade com sua música San Francisco (Be Sure to Wear Flowers in Your Hair): 

“If you’re going to San Francisco
Be sure to wear some flowers in your hair
If you’re going to San Francisco
You’re gonna meet some gentle people there”…

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Fontes:

Frommer’s San Francisco 2011

Wikepedia

Comfort Food para todos os gostos

São Francisco é uma cidade de imigrantes e concentra inúmeras nacionalidades entre seus pouco mais de 850 milhões de habitantes. Essa diversidade toda naturalmente se reflete na culinária. Junte a isso o fato de que o país como um todo – e essa cidade em particular – é muito competitivo, e você tem uma quantidade enorme de bons a excelentes restaurantes das mais variadas partes do mundo (os ruinzinhos não sobrevivem por muito tempo – sites de opinião como Yelp e Zagat são implacáveis…).

Há poucos dias, fui com o Filho ao Westfield, um shopping center que fica no centro da cidade. Na hora que bateu a fome, fomos almoçar na praça da alimentação do shopping. Para nossa surpresa, recentemente abriram ali uma pequena churrascaria brasileira. Não dava para deixar escapar. Picanha aqui é coisa rara! Fizemos o pedido a dois funcionários que de brasileiros não tinham nada e que pareciam pouco familiarizados com aquilo que serviam (pedi umas gotinhas do óleo da pimenta e a mocinha me deu um copinho cheio de malaguetas). Já sentados, enquanto misturava o arroz com o feijão e a farinha, eu me peguei pensando em quão pouco atraente aquilo devia parecer aos olhos estrangeiros, e quão delicioso era. Será que esse pessoal aqui sabe como comer isso do jeito certo? Tinha que vir com instruções: misture tudo e bote umas gotinhas de pimenta por cima. Fica uma bagunça, mas é muito bom.

Comfort food é uma expressão traduzida normalmente como comida caseira. Mas é mais que isso, é a comida que nos leva de volta à infância, que nos traz aquele sentimento gostoso de que está tudo certo, de que tudo está bem. Vai além do sentido de comida caseira. Quando vi o Filho se deliciando com arroz, feijão e bife, foi nisso que pensei. Ele parecia ter voltado no tempo, à época em que eu ainda fazia arroz e feijão ou, então, à férias na casa da avó. No mesmo instante, um casal de coreanos se sentou do nosso lado. Eles mexiam com maestria os ingredientes das duas tigelas que haviam levado para a mesa. Eu não sabia o nome daquele prato coreano, muito menos o jeito certo de comê-lo, mas aquilo era evidentemente comfort food para eles. Na praça da alimentação do Westfield não há McDonald’s nem Pizza Hut. O que há é uma pequenina amostra da heterogeneidade que existe em São Francisco. Ali você encontra pouco mais de meia dúzia de restaurantes de diversas nacionalidades, mas, lá fora, as alternativas são incontáveis. A chance de agradar a um estrangeiro com saudades de casa é grande!

Obs.: Come-se bem em São Francisco hoje, assim como se come bem em Chicago, Nova Iorque e muitas outras cidades americanas. Mas nem sempre foi assim. A história da evolução da culinária no país é muito interessante e está contada no ótimo livro ‘An Economist gets Lunch’, de Tyler Cowen. O autor dá ainda grandes dicas de como encontrar boa comida (boa comida não é sinônimo de comida cara) e explica por que muitas vezes come-se melhor num restaurante ‘pé sujo’ do que num badalado. Isso vale para qualquer país! Se você lê em inglês e se interessa pelo assunto, fica aqui a sugestão.

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E por falar em comfort food…

Meatloaf é o exemplo perfeito de comfort food para os americanos. Parece com nosso bolo de carne, mas não é recheado. Os temperos também são diferentes dos que vão na versão brasileira. Aqui vai uma receita bem gostosa e fácil de fazer do site ‘simplyrecipes.com’ . Se quiser dar uma olhada na receita original é só visitá-lo. O site traz outros pratos deliciosos e fotos de dar água na boca.

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Tempo de preparo: 20 minutos; tempo de cozimento: 1 hora (+ 10 minutos)

Serve: 4 a 6

Ingredientes

2 colheres (sopa) de manteiga sem sal

1 xícara de cebola, bem picada

1 talo de aipo, bem picado

1 cenoura, bem picada

½ xícara de cebolinha, parte branca e verde, bem picada

3 dentes de alho, amassados

2 colheres (chá) de sal

½ colher (chá) de pimenta-do-reino

2 colheres (chá) de Molho Inglês (Worcestershire sauce)

2/3 xícara de Ketchup, divididos em 1/3 e 1/3

700g de carne moída

350g de linguiça italiana (apimentada ou sem pimenta) ou carne de porco moída*

1 xícara de farinha de pão (bata duas fatias de pão de forma até obter uma farinha grosseira)

2 ovos grandes, levemente batidos

1/3 xícara de salsinha, picada

* A linguiça italiana dá um gostinho especial à receita. Se preferir usar carne de porco moída ou mesmo linguiça de porco comum, acrescente ½ colher (chá) de sementes de erva-doce amassadas, ½ colher de ervas secas (como tomilho, orégano e/ou alecrim) e umas gotas de pimenta vermelha.

Preparo:

Aqueça o formo a 180°C.

Em uma panela grande, leve a manteiga ao fogo médio. Assim que derreter, acrescente a cebola, o aipo, a cenoura, a cebolinha e o alho e frite por cerca de 5 minutos. Cubra a panela e frite por mais alguns minutos, mexendo de vez em quando, até que os legumes estejam macios. Tempere com o sal e a pimenta e adicione o Molho Inglês e 1/3 xícara de Ketchup. Cozinhe por mais um minuto e retire do fogo.

Quando os legumes tiverem esfriado um pouco, coloque-os em uma tigela grande e junte a carne moída, a linguiça sem a pele, os ovos, a farinha de pão e a salsa. Mexa bem com as mãos até que tudo esteja bem misturado.

Unte uma assadeira de pão ou de bolo inglês (cerca de 25cm x 10cm, com 7cm de altura) e coloque ali a mistura da carne. Pressione até ficar uniforme. Se não tiver uma assadeira própria, molde o bolo de carne com as mãos e coloque-o em uma assadeira ou pirex. Espalhe o restante do Ketchup por cima da carne e cubra com papel alumínio.

Leve-o ao forno por cerca de uma hora ou até que esteja assado (retire o papel alumínio depois de 30 minutos). Deixe descansar por 10 minutos e sirva.

Se sobrar, o meatloaf fica ótimo em sanduíches no dia seguinte! É só conservá-lo na geladeira e esquentá-lo de novo quando for usar.