Bolo de iogurte

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Depois das dicas de como assar bolos fofinhos, aqui vai uma receita bem gostosa, fácil e rápida:

Ingredientes

1 1/4 xícaras de açúcar (225 g)

1 colher (sopa) de raspas de limão (opcional)

3 ovos

1 xícara de iogurte natural inteiro (245 g)

1/2 xícara de óleo (130 ml)

1 colher (chá) de baunilha

1 1/2 xícaras de farinha (180 g) + cerca de 1 colher (sopa) para untar a assadeira

2 colheres (chá) de fermento em pó

1/2 colher (chá) de sal

Preparo

Pré-aqueça o forno a 170 graus.

Unte uma forma própria para pound cake (ou de pão) com manteiga ou óleo e polvilhe com um pouquinho de farinha. Reserve. Se não tiver esse tipo de forma, use uma quadrada ou retangular não muito grande.

Em uma tigela, peneire a farinha, o polvilho e o sal. Reserve.

Na batedeira ainda desligada, misture o açúcar com as raspas de limão (se estiver usando). Em seguida, ligue-a, junte os ovos um a um e bata até obter um creme levemente esbranquiçado. Adicione o iogurte, óleo e a baunilha e bata um pouco mais. Junte a mistura da farinha e mexa bem (sem bater) até que a massa esteja homogênea.

Despeje na forma untada e leve ao forno por cerca de 50 a 55 minutos. Se sua assadeira for rasa, diminua o tempo. Depois, já sabe: é só fazer o teste do palitinho. 🙂

IMG_0946Sugestões sirva acompanhado de sua compota favorita (na foto, usei geleia de damasco) ou de coulis de frutas vermelhas (fácil de fazer: em uma panela pequena, misture cerca de 1 xícara de frutas vermelhas de sua preferência, picadinhas, com 3 colheres (sopa) de açúcar. Leve ao fogo brando por uns minutinhos, mexendo de vez em quando, para encorpar um pouco. Depois, bata com a varinha mágica. Ou deixe os pedacinhos mesmo!).

Meu filho e os bolos que quero fazer

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Quando penso na minha infância, uma das imagens recorrentes que me vêm é a da geladeira da casa dos meus pais. Costumava abri-la com frequência para ver o que havia de bom para lambiscar. Sempre encontrava algum doce. Na minha infância também nunca faltaram bolos. Minha mãe sempre fez pratos deliciosos, doces e salgados. Muitos deles são receitas que eu nunca experimentei – nunca ousei – fazer. Meu repertório culinário é bem diferente do dela. Eu nunca conseguiria fazer igual. Comida de mãe é comida de mãe. Outro dia estava pensando em como as lembranças que meu filho, hoje adolescente, vai ter serão diferentes das minhas. Entrei em crise, quis recuperar algumas coisas, fazer para ele o que traz reconforto para mim. Depois acabei me dando conta de que isso é impossível. Memória afetiva não se transfere. Meu filho se lembrará de outras coisas. Das recordações que ele terá não farão parte os doces ou bolos que fazem parte das minhas. Nem os lanches da tarde em volta da mesa da minha avó ou das minhas tias com café passado na hora, queijo fresco, bolachas e pães, muitas vezes, feitos em casa. De qualquer forma, espero que ele encontre aconchego quando, adulto, pensar na sua infância e adolescência. Aí, resolvi começar a fazer bolos com mais frequência (os que eu fazia eram bastante esporádicos…). Sei que essa é uma corrida contra o tempo, mas gostaria que me filho se lembrasse sempre de como é gostoso chegar em casa e sentir o cheirinho de bolo assando no forno. Porque, sério, isso é mesmo bom, não? Bolo simples, sem recheios ou coberturas complicadas. Aconchego não precisa de sofisticação. É bem possível que as recordações que ele terá nem incluirão comidas. Talvez eu esteja tentando plantar as memórias que eu quero ter. Deve ser isso mesmo, sou eu que quero me lembrar que assei bolos para meu filho antes de ele bater asas e voar para longe, coisa que vai acontecer daqui a não muito tempo. Mas torço muito para ele curtir os bolos de verdade!

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Já que resolvi virar boleira amadora, vou compartilhar com você as receitas que eu fizer e que derem certo. O tipo de bolo que escolhi é o pound cake. Já explico o que é:

Pound cake não tem uma bola tradução para o português. Esse bolo surgiu em algum lugar do norte da Europa no início do século dezoito. Bem impreciso, eu sei… Mas não há muitos registros que contem sua história direitinho. O que se sabe de fato é que ele recebeu esse nome porque, originalmente, sua receita levava a mesma medida (‘one pound’, isto é, uma libra – cerca de 450 gramas) de cada um desses quatro ingredientes: farinha, ovos, açúcar e manteiga. E só. O bolo de três séculos atrás pesava quase dois quilos e alimentava uma porção de gente. Com o tempo, pound cake passou a designar qualquer bolo cujos ingredientes tivessem o mesmo peso, qualquer que fosse esse peso. E o bolo continuou se transformando. Hoje em dia, pound cake é sinônimo de bolo simples, normalmente feito em assadeira do tipo daquelas usadas para fazer pão ou bolo inglês. Lembra-se do bolo Pullman de muitos anos atrás? É isso. Receitas maiores costumam ser feitas em assadeiras redondas, de furo, ou do tipo Bundt (uma assadeira redonda toda trabalhada, que deixa o bolo lindo!).

O bacana do pound cake é que ele pode ser servido assim, sem nada, ou, então, com um pouquinho de açúcar de confeiteiro peneirado por cima, com algum glacê ou com cobertura de chocolate, por exemplo. Sua simplicidade permite que ele seja acompanhado de manteiga, geleia, doce caseiro, pasta de amêndoa… E o melhor: ele combina com tudo: café, chá (quente no inverno, gelado no verão), chocolate quente, leite frio, suco… É uma felicidade!

(Especula-se que o pound cake seja originário da França, onde, até hoje, ele conserva o nome de quatre-quarts (quatro-quartos), referindo-se às partes iguais dos quatro ingredientes.)

Então, que tal começarmos fazendo um bolo que costuma agradar a todo mundo?

 

 Bolo de Chocolate – Chocolate Pound Cake

 

Esta receita é grande. Você vai precisar de uma assadeira de um bom tamanho. Como em casa somos só dois que comem bolo, em vez de usar uma assadeira grande, costumo dividir a massa entre duas assadeiras daquelas de pães (as minhas são pequenas). Assim, um bolo fica para consumo imediato e o outro eu congelo. Não é genial?

Ingredientes :

 3 xícaras de farinha (mais cerca de 1 colher de sopa, para polvilhar a assadeira)

½ xícara de chocolate em pó*

½ colher (chá) de fermento em pó

½ colher (chá) de sal

1 xícara (225 g) de manteiga sem sal, na temperatura ambiente (mais um pouquinho para untar a assadeira)

5 ovos, na temperatura ambiente

3 xícaras de açúcar

1 colheres (sopa) de extrato de baunilha

6 colheres (sopa) de óleo de coco (90 ml)**

1 xícara de leite, na temperatura ambiente

Açúcar de confeiteiro para polvilhar (opcional)

*Não vale usar achocolatado! Nada de Nescau, Nesquick, Toddy… Todos contêm muito açúcar e pouco cacau. Dê preferência, se possível, a chocolate em pó 100% puro ou o mais próximo disso.

** A receita da qual adaptei esta aqui levava gordura vegetal. Usando óleo de coco no lugar, o bolo fica com um aroma delicioso. Use uma colher de sopa padrão (de 15 ml) como medida.

Preparo:

Unte uma assadeira, redonda ou retangular, com manteiga e polvilhe com cerca de 1 colher de farinha. Reserve.

Pré-aqueça o forno a 170 graus enquanto prepara a receita.

Em uma tigela, peneire a farinha, o chocolate em pó, o fermento e o sal. Misture e reserve.

Bata a manteiga, o óleo de coco e o açúcar na batedeira por vários minutos, até que a mistura esteja bem macia e leve. Acrescente a baunilha e bata um pouquinho mais. Use uma espátula para raspar os lados da tigela da batedeira.

Adicione um ovo de cada vez e bata por vários segundos entre um ovo e o outro, raspado os lados de vez em quando.

Despeje um pouco de leite, bata e acrescente um pouco da mistura da farinha. Continue assim, alternando o leite e a farinha até que estejam bem incorporados e a massa esteja homogênea e leve. Tome cuidado para não bater demais nesta etapa.

Despeje a massa na assadeira e leve ao forno por cerca de uma hora. Aqui vai depender um pouco do forno que você tem. A melhor maneira de saber se o bolo está completamente assado continua sendo o teste do palitinho de dente! Deixe esfriar uns minutos, depois retire da assadeira e deixe esfriar mais um pouco. Se quiser, polvilhe com açúcar de confeiteiro.

Voilà ! Este bolo não precisa de mais nada, mas se quiser deixá-lo incrível, sirva com um pouquinho de creme de amêndoas feito em casa (receita facílima a seguir). É puro prazer!

(Versão do bolo adaptada da receita original de Trisha Yearwood – Trisha’s Southern Kitchen – para Food Network)

 

Creme de amêndoas

Pré-aqueça o forno a 180 graus.

Distribua cerca de 1 xícara de amêndoas em uma assadeira. Você pode escolher se quer usar amêndoas com pele ou sem. A pele não altera o sabor, só deixa o creme mais escurinho.

Leve ao forno por cerca de 5 a 10 minutos.

Retire as amêndoas e despeje em um processador. Bata ou pulse por vários minutos. A princípio, as amêndoas vão virar pó. Continue batendo, raspando os lados do processador com uma faca ou espátula, e verá a mágica acontecer: o pó começará a virar uma pasta. Continue batendo um pouco mais, até atingir uma consistência bem macia e cremosa. O processo todo leva em torno de 10 minutos.

Obs.: O creme de amêndoas não é doce, já que amêndoas são o único ingrediente. Ele fica uma delícia assim, mas, se preferir, acrescente um pouco de mel ou de xarope de bordo (maple syrop) depois que o creme estiver pronto. Basta bater um pouco mais. Você pode acrescentar um pouquinho de baunilha também. Agora, sério, não há necessidade de nada disso!

 

 

A manteiga e o caramelo

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A manteiga existe há vários milênios, mas até virar isso que passamos no pão nosso de cada dia, muita coisa aconteceu. Antes ela era feita de leite de cabra ou de ovelha. Foi só bem mais tarde, com a domesticação do gado, que se passou a confeccioná-la com leite de vaca. Aí, em alguma altura do campeonato, começaram a adicionar sal, um conservante natural, ao creme para que ela durasse mais. No início, manteiga era coisa de camponeses pobres; mais tarde, caiu nas graças da nobreza. A história é longa… Aqui na França, um rei lá da Idade Média* resolveu impor uma taxa alta sobre o preço do sal em quase todo o território francês. As pessoas tiveram de parar de botar os cristaizinhos na manteiga. Aliás, tiveram de parar de botá-los em muitas outras coisas: o sal tinha virado artigo de luxo. Só que a Bretanha era, na época, uma província governada como se fosse uma nação separada dentro do reino e acabou ficando isenta de pagar esse tal de imposto. Ainda por cima, a região produzia o próprio sal. Com acesso fácil ao produto, os bretões continuaram acrescentar sal a tudo, inclusive à manteiga. Desde então, a manteiga salgada bretã adquiriu excelência e fama. Não é de se admirar que o caramelo salgado (e é aqui que eu queria chegar) tenha sido inventado lá, séculos mais tarde. A data de sua origem é meio incerta, mas foi no final da década de 1970 que ele começou a se popularizar graças a um chocolatier** que, para se diferenciar de seus concorrentes, criou um bombom usando chocolate, amêndoas e caramelo feito com um pouquinho da manteiga salgada local. Foi sucesso absoluto. De uns anos para cá, o caramel au beurre salé virou moda no mundo todo e aparece em forma de balas, bombons e também em calda, como essa da foto acima, cuja receita – fácil, fácil – eu deixo aqui. Quem não conhece pode se assustar: caramelo salgado? Não, não: você sente um pouquinho do sal, sim, mas a calda continua sendo bem doce, não se preocupe. Fica ótimo por cima de frutas, sorvetes, pipocas, crepes ou panquecas, rabanadas e bolos, como o brownie, por exemplo.

*Rei Philippe VI de Valois, em 1343.

**Chocolatier Henri Le Roux, em Quiberon, na Bretanha.

 

Caramelo com manteiga salgada (Caramel au beurre salé)

Ingredientes:

½ xícara de açúcar

2 colheres (sopa) de manteiga com sal

200 ml de creme de leite integral e fresco (procure não usar creme de leite de latinha porque o sabor dele é intenso e o resultado será diferente)

Preparo:

Leve uma panela com o açúcar ao fogo baixo. Deixe caramelizar, sem mexer, até ficar com aquela corzinha bem dourada. Se necessário, gire a panela de vez em quando para que o açúcar derreta uniformemente. Cuidado para que não passe do ponto: a gente sabe que caramelo queimado é amargo!

Retire do fogo, junte a manteiga e mexa bem.

Acrescente o creme de leite, leve de volta ao fogo baixo e mexa constantemente, até que o caramelo esteja bem homogêneo. Sirva morno ou frio. Se o puser na geladeira, ele vai ficar cremoso: uma delícia para comer às (pequenas) colheradas!

Obs.: Empelotou? Sem problema: leve ao fogo bem baixinho de novo e mexa até derreter.

 

Affogato al Caffè

Está preparando um jantarzinho para amigos, mas não vai ter tempo para fazer a sobremesa? Servir um Affogato al Caffè pode ser a solução. É doce, mas não doce demais e leva só o tempo de preparar o café. Mais fácil, impossível! Olha como se faz:

Faça café suficiente para o número de convidados (use uma xícara das de café como medida para cada um) e adoce-o, se quiser. Vale até café descafeinado, se preferir.

Em um copo ou taça, coloque de duas a três bolas de sorvete de baunilha, fior di latte ou creme e despeje o café por cima (verifique se a taça aguenta o choque de temperaturas!). Repita de acordo com o número de pessoas.

Para deixar a sobremesa mais interessante, você pode lambuzar o fundo da taça com Nutella ou calda de chocolate e/ou polvilhar o sorvete com raspas de chocolate. Muitos restaurantes italianos servem o sorvete com panna montata (creme de leite fresco batido) por cima. Mas, aí, já começa a complicar, não?

Pois é, isso é só sorvete com café… Mas se a chamarmos de Affogato al Caffè, a sobremesa muda de nível, concorda?

(Affogato al Caffè. Feito Peixe Fora d'Água)
(Affogato al Caffè. Feito Peixe Fora d’Água)

Pesto Genovese

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O molho pesto que conhecemos hoje nasceu lá pelos lados de Gênova, na região italiana da Ligúria. No entanto, os romanos antigos já comiam uma pasta feita de queijo, alho e ervas séculos antes. Vindo do Oriente Médio, o manjericão apareceu mais tarde, tanto na Ligúria quanto na Provença, e substituiu as outras ervas. O pesto italiano e o pistou francês são parentes próximos, mas não são idênticos.

Tradicionalmente, o pesto leva apenas sete ingredientes, que devem ser da melhor qualidade: manjericão, azeite extravirgem, alho, queijo Parmesão, queijo Pecorino, pinoli e sal. Segundo os puristas, o tamanho das folhas de manjericão é importante: precisam ser novas e, portanto, pequenas (tem a ver com a quantidade de óleos essenciais que influenciam o sabor).  Eles ainda especificam a origem da erva, assim como a do azeite (devem ser da Ligúria).

Mas como não poderia deixar de ser, o molho tem variações. Dizem até que cada família na Ligúria tem sua ‘receita secreta’ (difícil imaginar tantas alternativas, não?). Algumas receitas levam salsa, rúcula, creme, ricota, nozes em vez de pinoli, etc. Ah, mas aí já não é mais Pesto Genovese e, sim, Pesto alla Genovese. Para os puristas, a diferença é muito importante! Então, para assegurar a proteção da receita original, criou-se Il Consorzio del Pesto Genovese, que é reconhecido pelo Ministério da Agricultura e que tem um estatuto com 15 artigos. Rigorosíssimo! Pois é…

A receita tradicional pede que os ingredientes sejam amassados num pilão, com movimentos rotatórios. Quem não tem nem tempo nem paciência pode usar um processador ou liquidificador. Nesse caso, para garantir que o molho não fique escuro (devido à oxigenação), recomenda-se deixar a lâmina e o copo do processador ou liquidificador na geladeira por um tempo antes de utilizá-los. Outra coisa que ajuda o molho a não escurecer é enxugar bem as folhas de manjericão depois de lavá-las. Parece que gotinhas de água e alta temperatura são inimigas do pesto verdinho.

Feito o pesto, basta cozinhar a pasta, a batata e a vagem. Como é que é? Batata e vagem?! Explico: um bel piato di pasta al pesto normalmente é servido com batatas em cubinhos e vagens cortadas, que são cozidas na mesma panela com a massa.  Ao escorrer a massa, reserve um pouco da água e, quando tudo estiver cozido, misture o pesto e algumas colheres da água reservada. O amido tanto da massa quanto da batata ajuda a dar cremosidade ao molho. Acha estranho servir batata e massa num mesmo prato? Funciona, prometo.

Aqui vai uma receita genovesa quase oficial (sejamos maleáveis!)

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Ingredientes para o molho pesto

1 maço de manjericão de cerca de 50g (procure folhas não muito grandes)

2 dentes de alho

70g (6 colheres de sopa) de queijo Parmigiano Reggiano, ralado (se não achar o queijo italiano, um Parmesão nacional de ótima qualidade faz as vezes)

30g (cerca de 2 colheres de sopa) de queijo Pecorino, ralado (não tem? Use mais Parmesão)

100ml de azeite de oliva extravirgem

15g (cerca de 1 colher de sopa) de pinoli (pine nuts) ou nozes.

1 pitada de sal

Ingredientes para a massa

250g de batatas (cerca de duas batatas médias), cortada em cubinhos

200g de vagem, cortadas em três

350g de trofie, penne ou outra massa de sua preferência

Preparo

Em um processador ou liquidificador recém-tirado da geladeira, junte todos os ingredientes, menos o azeite. Pulse e desligue algumas vezes, adicionando um pouco de azeite por vez, até obter um creme (não precisa ficar muito homogêneo).

Coloque a massa e os cubinhos de batata para cozinhar em uma panela grande com bastante água e um pouco de sal. Mexa durante os primeiros minutos. Siga as instruções da embalagem da massa quanto ao tempo de cozimento. Cerca de cinco minutos antes de a massa estar pronta, acrescente a vagem. Quando tudo estiver cozido, escorra, reservando algumas colheres da água. A massa deve estar al dente e as batatas, macias. Se não tiver certeza de que acertará o tempo de cozimento usando uma panela só para as três coisas, cozinhe os ingredientes separadamente.

Coloque a massa, a batata e a vagem em uma vasilha grande, despeje o molho pesto e um pouquinho da água reservada. Misture bem, polvilhe um pouco de queijo Parmesão por cima e sirva em seguida. Buon appetito!  (Rende de 3 a 4 porções.)

Obs. O pesto congela bem. Se quiser, faça o dobro da receita e congele a metade. Ele também descongela com facilidade.

–  o  –

E por falar em Itália…

Para entrar ainda mais no clima, que tal abrir um vinho e ver filminho italiano? Aqui vão algumas sugestões:

E outros dois deliciosos, que não são italianos, mas se passam na Itália:

Fontes:

Mangiare in Liguria

Giallo Zafferano

Chocolate quente italiano

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Temperaturas mais baixas pedem bebidas quentinhas. No inverno italiano, la cioccolata calda, um chocolate quente bem espesso e pouco doce, é figurinha fácil em todas as cafeterias. Nas melhores, ele normalmente é feito só com chocolate meio amargo em barra derretido no leite. Em outras cafeterias, a bebida às vezes é feita com um pouco de amido de milho e chocolate em pó. De um jeito ou de outro, é sempre uma delícia. Quer experimentar? Ecco come farla:

Ingredientes:

300ml de leite

120g de chocolate meio amargo (pelo menos 60% de cacau), em pedaços

Preparo:

Em uma panela de tamanho médio, misture o leite e o chocolate e leve ao fogo baixo, mexendo sempre por alguns minutos. Quando o chocolate tiver derretido, aumente o fogo e continue mexendo por pelo menos mais cinco minutos. Você vai ver que, quanto mais tempo a mistura ficar no fogo, mais grossa vai se tornando. Desligue o fogo e deixe o chocolate repousar por alguns minutos, até que tenha se formado uma película por cima. Retire a película cuidadosamente com uma colher e aguarde mais uns dois minutos. Mexa bem para que fique bem cremoso e pronto! Sirva o chocolate quente acompanhado de panna montata (creme de leite fresco batido), se quiser.

Acha que tanto chocolate é pecado grande demais? Diminua a quantidade e use 1 colher (sopa) de amido de milho dissolvido em leite frio para engrossar. Outra alternativa é dividir os 120g entre chocolate em barra e chocolate em pó, e usar 1 colher (sopa) de amido de milho. Adoce com um pouco de açúcar ou (por que não?) mel e divirta-se!

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Chinatown – Um breve passeio pelos bairros de São Francisco

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Chinatown de São Francisco é a comunidade chinesa mais antiga do país. Sua história se confunde com a da cidade, que teve início no final da primeira metade do século XIX. O que é hoje São Francisco não passava de um vilarejo no meio do qual alguém havia enfiado uma bandeira americana. Portsmouth Square se chamava a praça ao redor da qual havia algumas cabanas, uma ou outra construção de pedras ou tijolos, algum comércio precário e pouca coisa mais. Com a descoberta de ouro na Califórnia em 1848, a população do lugar cresceu de mil para mais de 25 mil habitantes em apenas um ano. Muitos desses recém-chegados eram chineses.

A notícia da descoberta de ouro nas terras distantes da ‘Golden Mountain’ (EUA) chegou à China quando o país estava muito mal. Os chineses haviam acabado de ser derrotados pelos britânicos na Primeira Guerra do Ópio e, ainda por cima, uma série de catástrofes naturais castigava a população. As consequências disso tudo foram devastadoras. Muitos chineses deixaram seu país em busca de melhores dias e vieram procurar trabalho nas minas e nas ferrovias do oeste americano. Foram recebidos com desconfiança. Nos anos seguintes, a construção das ferrovias terminou e, ao mesmo tempo, os EUA entraram em depressão econômica. Os chineses continuavam chegando aos montes e começaram a ser vistos com maus olhos porque competiam por trabalho com os americanos. Discriminados e submetidos a uma legislação para lá de repressora, eles passaram por maus pedaços… Sem trabalho e proibidos de atuar em vários setores, centenas de chineses se instalaram em cortiços de madeira nas proximidades de Portsmouth Square, que agora já era uma região com residências, hotéis, escritórios, restaurantes, bordéis e casas de jogos. Começaram a se dedicar à agricultura e à pecuária, a fazer serviços domésticos nas casas dos americanos e a trabalhar em restaurantes. Montaram muitas e muitas lavanderias. Aquela área logo ficou conhecida como “Little Canton” e, mais tarde, como “Chinatown”. O lugar ficou colorido e barulhento, cheio de lanternas típicas, placas em dialetos diversos, templos, herbários, um teatro, mercadinhos e muita gente.

Durante as décadas seguintes, a imigração de chineses foi controlada rigorosamente. Só entrava um número restrito de homens; mulheres e crianças voltavam para trás. As coisas começaram a mudar quando, com o ataque do Japão a Pearl Harbor em dezembro de 1941, os chineses se aliaram aos americanos e lutaram com eles lado a lado contra os japoneses, usando o mesmo uniforme e carregando a mesma bandeira. A partir daí, caíram nas graças dos americanos (bem, mais ou menos) e passaram a poder adquirir cidadania americana e a ter direitos antes negados, como trazer a família da China, trabalhar em diversos setores, votar, possuir propriedade fora de Chinatown, etc.

O tempo passou e muita coisa mudou desde então. Hoje Chinatown compreende uma área de pouco mais de vinte quarteirões em volta da mesma Portsmouth Square – uma praça feiosa onde frequentemente se veem idosos jogando xadrez chinês ou praticando Tai Chi. Fica no coração da cidade e faz fronteira com o bairro italiano North Beach e o Distrito Financeiro. Ali habitam mais de 80 mil chineses (descendentes e recém-chegados), muitos em condições precárias. É muita gente em pouco espaço. A maioria da população chinesa (e asiática, como um todo), no entanto, geralmente mais próspera, mora nos distritos de Richmond e Sunset.

Segundo o último Censo, um em cada cinco habitantes de São Francisco é chinês ou de descendência chinesa. Hoje, quem diria, o prefeito da cidade, Ed Lee, é sino-americano.

– O –

E por falar em sino-americanos…

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Chop Suey, ao contrário do que se acredita, não é um prato chinês autêntico. Nasceu por acaso, em solo americano. Dizem que alguns marinheiros chegaram a Honolulu tarde da noite, famintos. Não encontraram nada aberto. Quando viram a luz ainda acesa em um pequeno restaurante, imploraram para o dono lhes dar qualquer coisa de comer. O proprietário, um senhor chinês, ficou com pena dos marinheiros e improvisou uma receita com as sobras do dia. O prato ficou uma delícia. Quando perguntaram o nome daquilo, o senhor respondeu: “chop suey”, que em cantonês quer dizer “coisas misturadas”.

Aqui vai uma receitinha bem simples e saborosa. Os ingredientes podem ser facilmente substituídos, se quiser.

Chop Suey

Ingredientes:

500g da carne de sua preferência (porco, vaca ou frango), em fatias finas

2 colheres (sopa) de óleo (um pouco mais, se necessário)

2 cenouras médias, cortadas em diagonal em fatias finas

1 talo de salsão, cortado em diagonal em fatias finas 2 xícaras de brotos de feijão (frescos ou enlatados)

1 xícara de cogumelos frescos fatiados 1 xícara de brotos de bambu (frescos ou enlatados)

3 cebolinhas, cortadas em diagonal em fatias grossas

3 xícaras de noodles ou arroz cozido

Para o molho:

½ xícara de caldo de galinha

3 colheres (sopa) de molho de soja (Shoyu)

4 colheres (chá) de amido de milho

1 colher (chá) de açúcar

Preparo:

Aqueça 1 colher de óleo em um wok ou uma frigideira grande. Frite as cenouras e o salsão em fogo algo, mexendo sempre, por cerca de dois minutos. Acrescente mais um pouco de óleo, se necessário, e adicione os brotos de feijão fresco (se estiver usando) e os cogumelos, os brotos de bambu e as cebolinhas. Frite, mexendo constantemente, por mais dois minutos ou até que os legumes estejam macios, porém ainda crocantes. Retire e reserve.

Aqueça a colher de óleo restante no wok ou frigideira e frite metade da carne. Mexa sempre até que esteja bem frita. Retire e reserve. Faça o mesmo com a outra metade da carne. Quando estiver frita, adicione o molho e mexa constantemente, até que ele ferva e engrosse. Junte os legumes e a carne que estavam reservados e os brotos de feijão enlatados (se estiver usando). Aqueça por um minuto e sirva sobre noodles ou arroz. Rende 4 porções.

Obs.: O segredo desse tipo de prato é cozinhar com pouco óleo,em fogo alto e rapidamente.

(Receita adaptada do livro: Wok Cuisine, Oriental to American – Better Homes and Gardens)

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P.S. A história da imigração chinesa é muito mais complexa e interessante do que poderia caber num post de blog. Aqui fica um resumo bem superficial, só para dar uma ideia. 🙂

Fontes:

San  Francisco Magazine – Special Issue: Culture, Politics, and the Rise of a Chinese-American Establishment

PBS – KQEDhttp://www.pbs.org/kqed/chinatown/resourceguide/story.html

Wikipedia