Nova Orleans: uma brevíssima passada pela sua história

imageNova Orleans fica no sul do estado da Louisiana. A cidade foi fundada em 1718 por colonizadores franceses e recebeu esse nome em homenagem ao Duque de Orleans, regente do Rei Luís XV na época. Permaneceu sob domínio francês por 45 anos, até passar a pertencer aos espanhóis com o Tratado de Paris (1763). Das mãos dos espanhóis, ela voltou para os franceses décadas depois, até Napoleão vender a Louisiana para os EUA em 1803, anos antes de a região virar estado.

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A influência europeia está por toda a parte na cidade: nós a vemos na arquitetura, na comida, na língua, na música… A presença africana e caribenha também é muito marcante. Dessa mistura de franceses, espanhóis, caribenhos e africanos nasceu a cultura Creole (crioula). O termo foi primeiramente usado para denotar pessoas de descendência europeia ou africana nascidas na Louisiana.

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Outro grupo étnico que ajudou a caracterizar o estado foi o Cajun. Esses eram colonizadores franceses que, séculos atrás, haviam se estabelecido no que é hoje o sudeste do Canadá. Conflitos entre os britânicos e os franceses (que disputavam aquela região) expulsaram esse pessoal de lá. Muitos voltaram para a França, enquanto outros foram para a Louisiana.

Mais tarde, até mesmo irlandeses, alemães, italianos e portugueses entraram nesse mexido.

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A história da cidade é muito longa. Com mais 60% de sua população composta por negros no início do século XIX (cerca de metade deles era composta por escravos e a outra metade, por negros livres da classe média e alta vindos do Caribe), dá para imaginarmos o papel que Nova Orleans desempenhou durante a Guerra Civil americana e, depois, no Movimento dos Direitos Civis, etc.

De porto importantíssimo e próspero, principalmente durante o comércio de escravos, a cidade sofreu um declínio significativo no último século. Uma década atrás, foi devastada pelo furação Katrina. Mas Nova Orleans é resiliente, vem se recuperando e continua linda. E única! Não há mesmo nada igual a ela.

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Para saber um pouco mais, aqui vão algumas fontes:

https://en.wikipedia.org/wiki/New_Orleans

https://en.wikipedia.org/wiki/Louisiana_Creole_people

Sete estados em três semanas

O Marido, o Filho e eu resolvemos fazer um ‘road trip’ pela costa leste dos EUA, começando na Louisiana e indo até a Pennsylvania. A ideia é fazer sete estados em três semanas. Passaremos pelo berço do jazz, do blues, do rock’n’roll e da música country. Quer vir com a gente? Então corre, que o avião para Nova Orleans está saindo!!Screen Shot 2015-07-21 at 16.57.39

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Pesto Genovese

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O molho pesto que conhecemos hoje nasceu lá pelos lados de Gênova, na região italiana da Ligúria. No entanto, os romanos antigos já comiam uma pasta feita de queijo, alho e ervas séculos antes. Vindo do Oriente Médio, o manjericão apareceu mais tarde, tanto na Ligúria quanto na Provença, e substituiu as outras ervas. O pesto italiano e o pistou francês são parentes próximos, mas não são idênticos.

Tradicionalmente, o pesto leva apenas sete ingredientes, que devem ser da melhor qualidade: manjericão, azeite extravirgem, alho, queijo Parmesão, queijo Pecorino, pinoli e sal. Segundo os puristas, o tamanho das folhas de manjericão é importante: precisam ser novas e, portanto, pequenas (tem a ver com a quantidade de óleos essenciais que influenciam o sabor).  Eles ainda especificam a origem da erva, assim como a do azeite (devem ser da Ligúria).

Mas como não poderia deixar de ser, o molho tem variações. Dizem até que cada família na Ligúria tem sua ‘receita secreta’ (difícil imaginar tantas alternativas, não?). Algumas receitas levam salsa, rúcula, creme, ricota, nozes em vez de pinoli, etc. Ah, mas aí já não é mais Pesto Genovese e, sim, Pesto alla Genovese. Para os puristas, a diferença é muito importante! Então, para assegurar a proteção da receita original, criou-se Il Consorzio del Pesto Genovese, que é reconhecido pelo Ministério da Agricultura e que tem um estatuto com 15 artigos. Rigorosíssimo! Pois é…

A receita tradicional pede que os ingredientes sejam amassados num pilão, com movimentos rotatórios. Quem não tem nem tempo nem paciência pode usar um processador ou liquidificador. Nesse caso, para garantir que o molho não fique escuro (devido à oxigenação), recomenda-se deixar a lâmina e o copo do processador ou liquidificador na geladeira por um tempo antes de utilizá-los. Outra coisa que ajuda o molho a não escurecer é enxugar bem as folhas de manjericão depois de lavá-las. Parece que gotinhas de água e alta temperatura são inimigas do pesto verdinho.

Feito o pesto, basta cozinhar a pasta, a batata e a vagem. Como é que é? Batata e vagem?! Explico: um bel piato di pasta al pesto normalmente é servido com batatas em cubinhos e vagens cortadas, que são cozidas na mesma panela com a massa.  Ao escorrer a massa, reserve um pouco da água e, quando tudo estiver cozido, misture o pesto e algumas colheres da água reservada. O amido tanto da massa quanto da batata ajuda a dar cremosidade ao molho. Acha estranho servir batata e massa num mesmo prato? Funciona, prometo.

Aqui vai uma receita genovesa quase oficial (sejamos maleáveis!)

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Ingredientes para o molho pesto

1 maço de manjericão de cerca de 50g (procure folhas não muito grandes)

2 dentes de alho

70g (6 colheres de sopa) de queijo Parmigiano Reggiano, ralado (se não achar o queijo italiano, um Parmesão nacional de ótima qualidade faz as vezes)

30g (cerca de 2 colheres de sopa) de queijo Pecorino, ralado (não tem? Use mais Parmesão)

100ml de azeite de oliva extravirgem

15g (cerca de 1 colher de sopa) de pinoli (pine nuts) ou nozes.

1 pitada de sal

Ingredientes para a massa

250g de batatas (cerca de duas batatas médias), cortada em cubinhos

200g de vagem, cortadas em três

350g de trofie, penne ou outra massa de sua preferência

Preparo

Em um processador ou liquidificador recém-tirado da geladeira, junte todos os ingredientes, menos o azeite. Pulse e desligue algumas vezes, adicionando um pouco de azeite por vez, até obter um creme (não precisa ficar muito homogêneo).

Coloque a massa e os cubinhos de batata para cozinhar em uma panela grande com bastante água e um pouco de sal. Mexa durante os primeiros minutos. Siga as instruções da embalagem da massa quanto ao tempo de cozimento. Cerca de cinco minutos antes de a massa estar pronta, acrescente a vagem. Quando tudo estiver cozido, escorra, reservando algumas colheres da água. A massa deve estar al dente e as batatas, macias. Se não tiver certeza de que acertará o tempo de cozimento usando uma panela só para as três coisas, cozinhe os ingredientes separadamente.

Coloque a massa, a batata e a vagem em uma vasilha grande, despeje o molho pesto e um pouquinho da água reservada. Misture bem, polvilhe um pouco de queijo Parmesão por cima e sirva em seguida. Buon appetito!  (Rende de 3 a 4 porções.)

Obs. O pesto congela bem. Se quiser, faça o dobro da receita e congele a metade. Ele também descongela com facilidade.

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E por falar em Itália…

Para entrar ainda mais no clima, que tal abrir um vinho e ver filminho italiano? Aqui vão algumas sugestões:

E outros dois deliciosos, que não são italianos, mas se passam na Itália:

Fontes:

Mangiare in Liguria

Giallo Zafferano

E essa tal de street art?

São Francisco (foto de Feito Peixe Fora d'Água)
São Francisco (foto de Feito Peixe Fora d’Água)

Decidir o que é arte é complicado. Decidir o que é street art (arte urbana), então, é mais difícil ainda. Luxo ou lixo? Manifestação estética ou contravenção? Graffiti ou pichação? O que é o quê? E quem decide, afinal?

Há quem considere as pinturas rupestres dos povos pré-históricos como formas primitivas de graffiti. Depois disso, registros em forma de textos e desenhos adornaram também paredes de Roma e do Egito antigos, de Pompeia, etc. Mas isso foi há muito tempo…

Nascido no final dos anos 1960, os graffiti modernos estavam atrelados ao movimento cultural hip hop e, depois, ao punk rock e eram usados por gangues para demarcar seus territórios. Ativistas políticos também faziam uso de graffiti para manifestar suas posições. Apareceram primeiro em muros da Filadélfia e logo chegaram a vagões de trens e de metrô de Nova Iorque. Paralelamente, muros de cidades europeias como Paris e Belfast recebiam inscrições políticas, sociais ou mesmo poéticas.

Arte urbana e graffiti estão intimamente ligados. Até recentemente vistos com maus olhos, eles começaram a ser compreendidos como uma forma legítima de expressão artística e sócio-política há pouco tempo. O que separa a legalidade da ilegalidade é a autorização. Se o espaço foi disponibilizado para isso, não há problema. Se não foi, é infração.

Mas qual é a diferença entre arte urbana e graffiti? E pichação? A diferença está na sua forma de expressão, no tipo de público almejado e na intencionalidade. Os graffiti se manifestam essencialmente por meio de uma tag (etiqueta), que é uma inscrição. Não raramente, essas tags são difíceis de decifrar, a não ser que você conheça bem as técnicas envolvidas. São também a assinatura do grafiteiro, sua marca. Graffiti sempre têm texto, mesmo que seja difícil reconhecê-lo. Normalmente usa-se spray aerossol ou rolo e tinta, e a inscrição é feita na hora, muitas vezes, às pressas.

Arte urbana envolve desenhos. Ela pode até empregar algumas técnicas dos graffiti, mas geralmente requer preparo antecipado que é depois levado até o local. Usam-se, além de spray, estêncil, etiquetas adesivas, instalações, mosaicos, projeções de vídeo, entre outras coisas.

Pichação é uma inscrição muito menos elaborada. A pichação de propriedades privadas ou espaços públicos é vandalismo em diversos países e punível de acordo com a lei do local. Enquanto a pichação colabora para deteriorar a área onde ela ocorre, certas formas de arte urbana podem exercer o efeito contrário e embelezar um lugar decadente, elevando inclusive o preço das moradias da região. Acredite!

Diversos sites elencam as melhores cidades do mundo em relação a arte urbana. São Paulo, Berlim, Lisboa, Nova Iorque e Londres são sempre mencionadas. Há várias outras cidades. Curiosamente, São Francisco não aparece nessas listas (suspeito que esse pessoal não tenha estado por aqui!). Em São Francisco, há murais por toda a parte e, em especial, no bairro Mission. Para quem gosta do assunto, o 1amsf.com faz uma excursão que passa pelos melhores graffiti da cidade. No final, você pode grafitar também, tudo dentro da lei. Eles até ensinam como fazer sua própria tag. Aqui vai o site: http://1amsf.com/category/classes/ . Divirta-se!

– O –

E por falar em arte urbana em Lisboa…

A banda U2 lançou uma série de vídeos para seu álbum mais recente, Songs of Innocence, usando o trabalho de um artista urbano renomado diferente para cada uma das 11 canções. Os artistas tiveram liberdade para interpretar as canções como quisessem. A série se chama Films of Innocence. Vhils, pintor, escultor e grafiteiro português, usa explosões, grafite e metal enferrujado, entre outros materiais, em seus trabalhos (normalmente rostos esculpidos em paredes), que estão espalhados por diversos países. Ele foi o responsável pelo vídeo abaixo, filmado em Lisboa. Olha que bacana ficou:

E por falar mais um pouquinho em arte urbana em Lisboa…

Bordalo II,  um jovem artista português, anda fazendo maravilhas com objetos retirados do lixo. Seu trabalho em 3D é lindíssimo. Clique no link abaixo para ver um pouquinho de sua obra:

http://globalstreetart.com/bordalo-ii

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Lisboa (foto de Feito Peixe Fora d'Água)
Lisboa (foto de Feito Peixe Fora d’Água)
Lisboa (foto de Feito Peixe Fora d'Água)
Lisboa (foto de Feito Peixe Fora d’Água)
Lisboa (foto de Feito Peixe Fora d'Água)
Lisboa (foto de Feito Peixe Fora d’Água)
São Francisco (foto de Feito Peixe Fora d'Água)
São Francisco (foto de Feito Peixe Fora d’Água)
São Francisco (foto de Feito Peixe Fora d'Água)
São Francisco (foto de Feito Peixe Fora d’Água)
São Francisco (foto de Feito Peixe Fora d' Água)
São Francisco (foto de Feito Peixe Fora d’Água)
Boston (foto de Feito Peixe Fora d'Água)
Boston (foto de Feito Peixe Fora d’Água)
Lisboa (foto de Feito Peixe Fora d'Água)
Lisboa (foto de Feito Peixe Fora d’Água)
Pompeia (foto de Feito Peixe Fora d'Água)
Pompeia (foto de Feito Peixe Fora d’Água)
Pompeia (foto Feito Peixe Fora d'Água)
Pompeia (foto Feito Peixe Fora d’Água)
Pompeia (foto de Feito Peixe Fora d'Água)
Pompeia (foto de Feito Peixe Fora d’Água)

Fontes:

College & Research Libraries

Davey D’S Hip Hop Corner 

Wikipedia

The Mission – Um breve passeio pelos bairros de São Francisco

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The Mission District  foi o primeiro bairro de São Francisco. Quando os espanhóis missionários chegaram em 1769, encontraram uma população nativa que eles logo subjugaram. A tribo Yelamu vivia ali havia mais de dois mil anos quando o padre Francisco Palóu fundou a Misión San Francisco de Asís, usando o trabalho – nada voluntário – dos nativos na sua construção.

Com a corrida do ouro no século XIX, um grande número de imigrantes europeus, em especial, alemães, poloneses e irlandeses, começou a se aglomerar na área, o que contribuiu para torná-la mais residencial e para desenvolver o comércio local. Com o passar das décadas, esses europeus foram se mudando para outras regiões da cidade. Os anos de 1950 e 1960, no entanto, viram a chegada de imigrantes mexicanos. A nova população mudou as características do bairro. Logo chegaram muitos e muitos outros latino-americanos, e, hoje, o Mission é conhecido como o bairro latino de São Francisco.

O Mission nunca foi um bairro muito próspero. Durante quase cinquenta anos, os relativos baixos preços das moradias atraíam imigrantes que, mesmo com pouca renda, conseguiam comprar ou alugar uma residência no local. O bairro também nunca foi lá tão seguro quanto os outros bairros da cidade, particularmente nos seus cantos ou ruas mais obscuras. Caminhado pela Mission Street, uma de suas principais ruas, veem-se armazéns, lojinhas de roupas usadas, bancas de frutas e verduras, mercadinhos que vendem de tudo e muitos murais pintados por artistas da região que se empenham em passar suas mais variadas mensagens, principalmente de cunho político e social. Assim como os murais, o bairro é muito colorido.

Se antes imigrantes pouco abastados conseguiam adquirir propriedade no local, isso agora está mudando. O boom tecnológico da última década e meia na região de São Francisco vem atraindo cada vez mais profissionais da área, normalmente bastante abonados, para o distrito. Esse pessoal não quer morar nos bairros nobres da cidade nem no Vale do Silício. Prefere o burburinho alegre e a diversidade que o Mission proporciona. Com a chegada dos tech people, o perfil do bairro está se transformando de novo e causando muita polêmica e revolta. Dinheiro chama dinheiro e o preço de tudo tem ido às alturas. Inúmeros moradores que vivem lá há décadas não estão conseguindo mais bancar os atuais aluguéis altíssimos ou manter as casas compradas gerações atrás. Muitos prédios estão passando por reformas e a fachada do bairro está se modernizando. Mark Zuckerberg tem uma mansão por ali cuja reforma (e estou falando só da reforma), especula-se, custou quase dois milhões de dólares. Como é que o café e o cookie não vão ficar mais caros, não?

Indubitavelmente inspirada pelos mexicanos, a culinária do distrito vem há tempos recebendo também a influência de inúmeras outras culturas. Taquerías convivem amigavelmente com restaurantes indiano, vietnamita, italiano, etíope, guatemalteco, salvadorenho, nicaraguense, etc. Se a Mission Street tem um jeitão bastante dilapidado e feioso, a paralela Valencia Street já demonstra sinais de que esse pessoal mais cheio da grana se instalou pelas redondezas para ficar: a rua é cheia de restaurantes, lojas, butiques, cafés, etc. – tudo muito, muito hipster

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– o –

E por falar em mexicanos… 

Dia 5 de maio é uma data importante para eles. Foi nesse dia de 1862 que o general Zaragoza e seu exército venceram os franceses, que tentavam dominar o país, na ‘Batalla de Puebla’. A data é comemorada no México e em muitas cidades americanas. Em São Francisco, a festa acontece no Mission. Muita música, danças folclóricas, comida típica, artesanato e diversão para quem quiser passar por lá. Bota na agenda!

_MG_4853Alguns dados tirados das fontes:

San Francisco Chronicle: http://www.sfchronicle.com/the-mission/a-changing-mission/

Wikipedia

Chocolate quente italiano

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Temperaturas mais baixas pedem bebidas quentinhas. No inverno italiano, la cioccolata calda, um chocolate quente bem espesso e pouco doce, é figurinha fácil em todas as cafeterias. Nas melhores, ele normalmente é feito só com chocolate meio amargo em barra derretido no leite. Em outras cafeterias, a bebida às vezes é feita com um pouco de amido de milho e chocolate em pó. De um jeito ou de outro, é sempre uma delícia. Quer experimentar? Ecco come farla:

Ingredientes:

300ml de leite

120g de chocolate meio amargo (pelo menos 60% de cacau), em pedaços

Preparo:

Em uma panela de tamanho médio, misture o leite e o chocolate e leve ao fogo baixo, mexendo sempre por alguns minutos. Quando o chocolate tiver derretido, aumente o fogo e continue mexendo por pelo menos mais cinco minutos. Você vai ver que, quanto mais tempo a mistura ficar no fogo, mais grossa vai se tornando. Desligue o fogo e deixe o chocolate repousar por alguns minutos, até que tenha se formado uma película por cima. Retire a película cuidadosamente com uma colher e aguarde mais uns dois minutos. Mexa bem para que fique bem cremoso e pronto! Sirva o chocolate quente acompanhado de panna montata (creme de leite fresco batido), se quiser.

Acha que tanto chocolate é pecado grande demais? Diminua a quantidade e use 1 colher (sopa) de amido de milho dissolvido em leite frio para engrossar. Outra alternativa é dividir os 120g entre chocolate em barra e chocolate em pó, e usar 1 colher (sopa) de amido de milho. Adoce com um pouco de açúcar ou (por que não?) mel e divirta-se!

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Chinatown – Um breve passeio pelos bairros de São Francisco

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Chinatown de São Francisco é a comunidade chinesa mais antiga do país. Sua história se confunde com a da cidade, que teve início no final da primeira metade do século XIX. O que é hoje São Francisco não passava de um vilarejo no meio do qual alguém havia enfiado uma bandeira americana. Portsmouth Square se chamava a praça ao redor da qual havia algumas cabanas, uma ou outra construção de pedras ou tijolos, algum comércio precário e pouca coisa mais. Com a descoberta de ouro na Califórnia em 1848, a população do lugar cresceu de mil para mais de 25 mil habitantes em apenas um ano. Muitos desses recém-chegados eram chineses.

A notícia da descoberta de ouro nas terras distantes da ‘Golden Mountain’ (EUA) chegou à China quando o país estava muito mal. Os chineses haviam acabado de ser derrotados pelos britânicos na Primeira Guerra do Ópio e, ainda por cima, uma série de catástrofes naturais castigava a população. As consequências disso tudo foram devastadoras. Muitos chineses deixaram seu país em busca de melhores dias e vieram procurar trabalho nas minas e nas ferrovias do oeste americano. Foram recebidos com desconfiança. Nos anos seguintes, a construção das ferrovias terminou e, ao mesmo tempo, os EUA entraram em depressão econômica. Os chineses continuavam chegando aos montes e começaram a ser vistos com maus olhos porque competiam por trabalho com os americanos. Discriminados e submetidos a uma legislação para lá de repressora, eles passaram por maus pedaços… Sem trabalho e proibidos de atuar em vários setores, centenas de chineses se instalaram em cortiços de madeira nas proximidades de Portsmouth Square, que agora já era uma região com residências, hotéis, escritórios, restaurantes, bordéis e casas de jogos. Começaram a se dedicar à agricultura e à pecuária, a fazer serviços domésticos nas casas dos americanos e a trabalhar em restaurantes. Montaram muitas e muitas lavanderias. Aquela área logo ficou conhecida como “Little Canton” e, mais tarde, como “Chinatown”. O lugar ficou colorido e barulhento, cheio de lanternas típicas, placas em dialetos diversos, templos, herbários, um teatro, mercadinhos e muita gente.

Durante as décadas seguintes, a imigração de chineses foi controlada rigorosamente. Só entrava um número restrito de homens; mulheres e crianças voltavam para trás. As coisas começaram a mudar quando, com o ataque do Japão a Pearl Harbor em dezembro de 1941, os chineses se aliaram aos americanos e lutaram com eles lado a lado contra os japoneses, usando o mesmo uniforme e carregando a mesma bandeira. A partir daí, caíram nas graças dos americanos (bem, mais ou menos) e passaram a poder adquirir cidadania americana e a ter direitos antes negados, como trazer a família da China, trabalhar em diversos setores, votar, possuir propriedade fora de Chinatown, etc.

O tempo passou e muita coisa mudou desde então. Hoje Chinatown compreende uma área de pouco mais de vinte quarteirões em volta da mesma Portsmouth Square – uma praça feiosa onde frequentemente se veem idosos jogando xadrez chinês ou praticando Tai Chi. Fica no coração da cidade e faz fronteira com o bairro italiano North Beach e o Distrito Financeiro. Ali habitam mais de 80 mil chineses (descendentes e recém-chegados), muitos em condições precárias. É muita gente em pouco espaço. A maioria da população chinesa (e asiática, como um todo), no entanto, geralmente mais próspera, mora nos distritos de Richmond e Sunset.

Segundo o último Censo, um em cada cinco habitantes de São Francisco é chinês ou de descendência chinesa. Hoje, quem diria, o prefeito da cidade, Ed Lee, é sino-americano.

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E por falar em sino-americanos…

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Chop Suey, ao contrário do que se acredita, não é um prato chinês autêntico. Nasceu por acaso, em solo americano. Dizem que alguns marinheiros chegaram a Honolulu tarde da noite, famintos. Não encontraram nada aberto. Quando viram a luz ainda acesa em um pequeno restaurante, imploraram para o dono lhes dar qualquer coisa de comer. O proprietário, um senhor chinês, ficou com pena dos marinheiros e improvisou uma receita com as sobras do dia. O prato ficou uma delícia. Quando perguntaram o nome daquilo, o senhor respondeu: “chop suey”, que em cantonês quer dizer “coisas misturadas”.

Aqui vai uma receitinha bem simples e saborosa. Os ingredientes podem ser facilmente substituídos, se quiser.

Chop Suey

Ingredientes:

500g da carne de sua preferência (porco, vaca ou frango), em fatias finas

2 colheres (sopa) de óleo (um pouco mais, se necessário)

2 cenouras médias, cortadas em diagonal em fatias finas

1 talo de salsão, cortado em diagonal em fatias finas 2 xícaras de brotos de feijão (frescos ou enlatados)

1 xícara de cogumelos frescos fatiados 1 xícara de brotos de bambu (frescos ou enlatados)

3 cebolinhas, cortadas em diagonal em fatias grossas

3 xícaras de noodles ou arroz cozido

Para o molho:

½ xícara de caldo de galinha

3 colheres (sopa) de molho de soja (Shoyu)

4 colheres (chá) de amido de milho

1 colher (chá) de açúcar

Preparo:

Aqueça 1 colher de óleo em um wok ou uma frigideira grande. Frite as cenouras e o salsão em fogo algo, mexendo sempre, por cerca de dois minutos. Acrescente mais um pouco de óleo, se necessário, e adicione os brotos de feijão fresco (se estiver usando) e os cogumelos, os brotos de bambu e as cebolinhas. Frite, mexendo constantemente, por mais dois minutos ou até que os legumes estejam macios, porém ainda crocantes. Retire e reserve.

Aqueça a colher de óleo restante no wok ou frigideira e frite metade da carne. Mexa sempre até que esteja bem frita. Retire e reserve. Faça o mesmo com a outra metade da carne. Quando estiver frita, adicione o molho e mexa constantemente, até que ele ferva e engrosse. Junte os legumes e a carne que estavam reservados e os brotos de feijão enlatados (se estiver usando). Aqueça por um minuto e sirva sobre noodles ou arroz. Rende 4 porções.

Obs.: O segredo desse tipo de prato é cozinhar com pouco óleo,em fogo alto e rapidamente.

(Receita adaptada do livro: Wok Cuisine, Oriental to American – Better Homes and Gardens)

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P.S. A história da imigração chinesa é muito mais complexa e interessante do que poderia caber num post de blog. Aqui fica um resumo bem superficial, só para dar uma ideia. 🙂

Fontes:

San  Francisco Magazine – Special Issue: Culture, Politics, and the Rise of a Chinese-American Establishment

PBS – KQEDhttp://www.pbs.org/kqed/chinatown/resourceguide/story.html

Wikipedia